sábado, 22 de agosto de 2015

A Biblia renovada

(Sobre o livro A Suprema Inteligência)



Não se trata de uma renovação do texto judeo-cristão propriamente; mas como a colecção de escritos que se apresenta baixo o título de A Suprema Inteligência parte dos escritos bíblicos parece apropriado lhe considerar como Biblia Renovada, ainda que a mensagem do novo livro inclui também textos tomados de outras correntes de espiritualidad orientais e muitas dos ensinos recolhidos nos escritos considerados apócrifos.

Seu primeiro livro ou secção denomina-se No princípio e é uma perífrasis do Génesis, ainda que propondo profundas diferenças doctrinales.

A Biblia, tal como se conhece, contém uma grande quantidade de mitos que não suportam uma mínima interpretação à luz do actual conhecimento científico, tais como a criação do universo, da terra, da vida, das espécies e até do ser humano a partir da nada; como a pueril explicação da origem do pecado; como a lenda e mitos sobre o chamado “diluvio universal” e a origem dos idiomas ou línguas falada pelos diferentes povos; como, em fim, a destruição por decisão divina das cidades de Sodoma (Sadom) e Gomorra (Gomorah), sem perdão por nenhum de seus habitantes ainda que fossem meninos e que originasse a rejeição, a perseguição e marginalización dos homossexuais.

A Biblia fala de um Deus terrível que exige temor, que carrega com numerables tachas humanas como “zeloso”, implacável, capaz de arrepender num momento dado do que dantes tinha executado, como a criação do homem; de um Deus que não se inmuta em ordenar o exterminio de nações inteiras baixo a desculpa de ser adoradores de deuses falsos; de um Deus misógino que apresenta à mulher como culpada da introdução do pecado no mundo, que a equipasse a coisa possuída, que inspira a lei de condenar a morte por lapidación à mulher surpreendida em adultério e negando este castigo ao adúltero.

No entanto, Deus é AMOR, é PIEDADE, é JUSTIÇA. Deus não quer destruir sua obra, senão a conservar; quer dar-lhe ao pecador a oportunidade de emendar seus erros e, ao mesmo tempo, concede ao ser humano o livre albedrío, a liberdade de opção.

Deus opõe-se ao fanatismo. Deus recusa o fundamentalismo surgido de interpretações humanas e prejuiciadas de seus ensinos. Deus não é legislador para lhe impor leis de grande severidad aos seres humanos. O instrui e inspira, não impõe. Ele não é Deus de guerra.

Deus não tem povo eleito. Todos os povos, todas as nações são eleitas por Ele como nações suas. Não limitou seus ensinos a um sozinho grupo étnico senão que a transmitiu a todas as nações e línguas. 


¿Qual é o nome de Deus? ¿Jehová-Yahvé? ¿Talvez Alá? ¿Talvez Brahma, Visnú, Shiva? Talvez seu nome seja a totalidade dos nomes; mas só um mesmo e elevado Deus, Luz do Universo, Pai da Vida, SUPREMA INTELIGÊNCIA.  

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